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O pensamento poético: a obra de Benedito Nunes

Nesta demonstração de estima intelectual à obra de Benedito Nunes muitas vezes transparece a admiração pessoal pelo homenageado, que sabe harmonizar, com integridade e coerência, pensamento e vida.

Título: O pensamento poético: a obra de Benedito Nunes  

Vários autores.

Organização: Victor Sales Pinheiro e Luiz Costa Lima

Editora: Azougue

Ano: 2011

N. de páginas: 532

 

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Leia a apresentação deste livro na seção Escritos.

 

Sumário:

I. Apresentação

1. Victor Sales Pinheiro – Uma justa e dupla comemoração

2. Alfredo Bosi – Professor, filósofo e crítico literário Benedito Nunes

3. José Mindlin - Nosso grande sábio

 

II. A obra de Benedito Nunes

Introdução

4. Victor Sales Pinheiro - A formação de Benedito Nunes

 

Crítica literária

5. Lilia Silvestre Chaves – Benedito Nunes e Mário Faustino, O Filósofo e o poeta

6. Vilém Flusser – O Mundo de Clarice Lispector 

7. Affonso Ávila – O dorso (iluminado) do tigre

8. Fábio Lucas – Benedito Nunes, nosso magno pensador

9. Olga de Sá – A crítica clariceana de Benedito Nunes

10. Nádia Battela Gotlib – Perto de Clarice: o leitor Benedito Nunes

11. Liberto Cruz – João Cabral de Melo Neto

12. Adalberto Müller – Benedito Nunes e João Cabral: um diálogo entre poesia e crítica

13. Leyla Perrone-Moisés – Benedito Nunes, leitor de Fernando Pessoa

14. João Adolfo Hansen Benedito Nunes, leitor de Guimarães Rosa

15. Silvio Holanda – Contribuição de Benedito Nunes à bibliografia rosiana

16. Maria Eugênia Boaventura – Benedito Nunes e o modernismo

17. Luiz Dulci – Dois ensaios, duas lembranças

18. Aldrin Moura de Figueiredo – Prefácio à guisa de crônica

19. Jucimara Tarricone - Reflexões acerca da crítica de Benedito Nunes

20. Yudith Rosenbaum – A clave do poético

21. Victor Sales Pinheiro – O universalismo de Benedito Nunes

 

Filosofia

22. João Barrento – Passagem para o poético- poesia e filosofia em Heidegger

23. Jean-Fraçois Nordmann – Crivo de Papel

24. Maria José Campos – Hermenêutica e poesia

25. Franklin Leopoldo e Silva – O trabalho da hermenêutica 

26. Gunter Karl Pressler – Da floresta negra ao Verdevagomundo – o pensamento de Heidegger em Benedito Nunes

27. Ernani Chaves – O Nietzsche de Heidegger 

28. Ivan Maia de Mello – A antropofagia oswaldiana como filosofia trágica 

29. Abrahão Costa Andrade – Filosofia, literatura e ciências humanas: a interdisciplinaridade em Benedito Nunes

30. Victor Sales Pinheiro – O Diálogo entre Filosofia e Literatura: a Crítica de Benedito Nunes e a Hermenêutica de Hans-Georg Gadamer

 

III. Convergências

Crítica literária

31. Antonio Candido – No começo era de fato o verbo

32. Luiz Costa Lima – Poesia e experiência estética

33. Augusto de Campos – Revistas re-vistas

34. Davi Arrigucci Jr. – Sertão: mar e rios de histórias

 

Filosofia

35. Ernildo Stein – Deram ao filósofo o tempo

36. Zeljko Loparic - O ponto cego do olhar fenomenológico

37. Marco Antonio Casanova - O homem entediado

38. Oswaldo Giacoia Jr. – O doce mago da floresta amazônica

 

IV. Homenagens literárias

Poesias

39. Haroldo de Campos – Aisthesis, Kharis, I K I 

40. Max Martins – H’era

41. Age de Carvalho – Canção

42. Lilia Silvestre Chaves – Para e pelo ser

 

Conto

43. Milton HatoumA natureza ri da cultura

 

Crônica

44. Gilles Lapouge – Um filósofo muito bom

 

Nota Biográfica

Bibliografia

Sobre os autores

 

***

Excertos:

 

Esta homenagem a Benedito Nunes é mais do que merecida, um verdadeiro imperativo.  Ele é um dos poucos sábios brasileiros cujos trabalhos merecem destaque, assim com ele próprio, pelo interesse que dispensa a todos os temas culturais.

Reúne erudição e simplicidade, e surpreende quem com ele conversa pela profundidade de seus conhecimentos.  Um país que tem em seu acervo cultural homens como Benedito Nunes não precisa ambicionar outra coisa. Seu critério de julgamento explica e justifica a homenagem que prestamos aos 80 anos de nosso grande sábio.

        José Mindlin

 

“Não é ocasional que, embora tenhamos críticos, ensaístas, poetas e prosadores estimados e estimáveis, nenhum deles goza da unanimidade positiva que cerca o nome do pensador paraense.”

Luiz Costa Lima

 

 “Sem dúvida um dos maiores e mais dignos intelectuais brasileiros.“

Antonio Candido

 

“Não é uma homenagem ao aniversariante, (...) mas o justo reconhecimento de uma vida inteira de intelectual empenhado no conhecimento da Filosofia e da Literatura, empenho que Benedito Nunes continua demonstrando como talvez nenhum outro crítico literário brasileiro o tenha feito com tanto fôlego e profundidade.”

Alfredo Bosi

 

“Nosso magno pensador”

Fábio Lucas

 

 “A lição do approach filosófico de Benedito Nunes – afirmamos sem qualquer imposição afetiva – do mesmo modo que enriquece uma literatura em demarragem como a brasileira, enriqueceria outras literaturas por mais maduras que sejam.”

Affonso Ávila

 

 “O livro [Leitura de Clarice Lispector] não me elogia, só interpreta profundamente”

Clarice Lispector

 

“Benedito Nunes foi e continua sendo fundamental para o conhecimento e significação da ficção clariceana. Não foi só um divulgador. Foi um leitor especial, um crítico criativo, um escritor qualificado, com antenas e sondas capazes de desentranhar dos textos dessa incomparável ficcionista, significações implícitas, ocultas nas entrelinhas das palavras, iluminando o leitor, que vai palmilhando os textos, tornando-se capaz de ser, como queria Clarice, um leitor de alma formada.”

Olga de Sá

 

“Só uma adesão total à obra dum poeta, uma grande capacidade ensaística e uma sensibilidade e uma inteligência a igual plano poderiam produzir este exaustivo e apaixonante estudo [João Cabral de Melo Neto].”

Liberto Cruz

 

“[Fernando Pessoa] necessitava uma leitura que fosse além da literária, uma leitura ontológica, ou melhor, néo-ontológica. Entre nós, quem poderia dar esse passo e o deu foi Benedito.”

Leya Perrone-Moisés

 

 “[Benedito Nunes] se ocupa das investidas no campo da filosofia do último Oswald [de Andrade]. A particularidade do seu olhar em relação a outros estudiosos está na sua disponibilidade em detectar as fragilidades, os achados e os interlocutores europeus contemporâneos do poeta. Desfia o roteiro ocidental com o qual a obra do modernista conversa, sem relegar suas certeiras intuições.” 

Maria Eugênia Boaventura

 

 “Assim como os arcontes foram os primeiros guardiões dos documentos da lei, Benedito Nunes tornou-se não somente o guardião dos papéis de (e referentes a) Mário Faustino, como também a autoridade publicamente reconhecida no que diz respeito ao espólio do poeta.”

Lilian Chaves

 

“Tratando-se de uma leitura minuciosa e rigorosa, texto a texto e livro a livro, da ontologia e também da hermenêutica poética de Heidegger, ele [Benedito Nunes, no livro Passagem para o poético] opera, sempre muito próximo dos originais, no espírito destes: o espírito de uma letra carregada de sentido, de uma palavra que instaura esse sentido como essência da verdade, sempre dita para além da sua mera instrumentalidade comunicativa.”

João Barrento

 

 “Ocorre ainda, parece-nos, no horizonte de seu pensamento [no livro Crivo de Papel], um salto e uma reviravolta final, levando à liberação de uma última consciência, irônica, trágica, mas, ao mesmo tempo, liberada e liberadora, dançante, lembrando a ‘grande saúde’ nietzscheana.”

Jean-François Nordmann

 

“... o texto [Hermenêutica e Poesia] conserva o andamen­to da exposição que se produz a partir da generosi­dade do pensador, que se dispôs a compartilhar não apenas o conhecimento profundo, mas sobretudo a afinidade e a familiaridade que lhe permitem desdo­brar internamente a densidade da interrogação hei­deggeriana”

Franklin Leopoldo e Silva

 

“Como homenagear a vida filosófica que se construiu com a coerência inflexível de todo destino pessoal autêntico em tantos ensaios, conferências, livros, críticas e intervenções? Como resgatar em um texto a serenidade tranqüila e o caráter acolhedor de toda a presença de Benedito?”

Marco Antonio Casanova

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