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PALESTRAS

DIALÉTICO

PALESTRA

Religião, Ciência e o Sentido Moral do Progresso

Oposição (moderna) ou complementação (clássica) entre Religião e Ciência?

 

Evento: Devry-Faci Talks - Temporada do Conhecimento 2017.11

Professor: Victor Sales Pinheiro (UFPA, www.dialetico.com.br)

Palestra:                     

Religião, Ciência e o Sentido Moral do Progresso

 

Int.: oposição (moderna) ou complementação (clássica) entre Religião e Ciência?

 

I. Ciência moderna: iluminismo, positivismo e progressismo

1. Advento filosófico da Ciência Moderna: deísmo, mecanicismo, materialismo (sec. XVII)      

1.1. Os grandes arautos do ateísmo: Marx, Nietzsche, Darwin e Freud

            2. Afirmação social e política do Positivismo: ateísmo (sec. XIX)

2.1. Positivismo de Augusto Comte e o Historicismo de Karl Marx

2.2. Republica ateia vs. Monarquia cristã (Voltaire)

                        2.3.  Revolução Industrial e Capitalismo.

2.4. “Religião secular do progresso” (Christopher Dawson)

3. Invenção positivista do mito do “obscurantismo cristão”

3.1. Protagonistas: John Draper e Andrew White (sec. XIX)

3.2. Ciência e Religião são campos separados. A Religião invade o campo da Ciência e a impede de desvendar o mundo natural

3.3. Refutado por historiadores e cientistas, mas predominante até hoje (Filmes como O nome da rosa e Código da Vinci reproduzem esse mito no imaginário popular, de que a Igreja é obscurantista)

4. Crise da civilização tecnológica: as guerras mundiais “tecnológicas” (sec. XX)

4.1. Ideologias políticas progressistas (evolucionistas), materialistas e ateístas: Nazismo (“Ciência” racial) e Comunismo (“Ciência” econômica e histórica)

5. Reflexões filosóficas sobre a crise da Ciência Moderna

5.1. Desencantamento do mundo, Politeísmo de valores (Max Weber)

5.2. Crise das ciências europeias (Edmund Husserl)

5.3. O Niilismo da técnica antimetafísica (Martin Heidegger)

5.4. Ciência instrumental (Horkheimer, Escola de Frankfurt)

5.5. Gnosticismo e religiões políticas (Eric Voegelin)

II. Modelo cristão clássico (católico): o fundamento teológico da ciência natural

1. A doutrina dos “Dois Livros de Deus” (Santo Agostinho, sec. V): complementação e mútuo reforço de fé e razão

2. Mesma concepção atual

2.1. Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, do Concílio Ecumênico Vaticano II (1965):

2.1.1. A autonomia das coisas terrestres (§36)

2.1.2. Fé e cultura (§57)

2.2. Encíclia “Fides et Ratio”, do Papa João Paulo II (1998)

2.2.1. Equilíbrio otimista, contra os excessos do Racionalismo e do Fideismo

                        2.2.2. Cientificismo, nihilismo, relativismo (agnosticismo)

                        2.2.3. Tecnologia como instrumento imoral de destruição

3. Origem religiosa das grandes universidades do mundo

4. Grandes nomes da ciência eram religiosos: Roger Bacon, Francis Bacon, Kepler, Copérnico, Galileu, Newton, Boyle, Gregor Mendel, Max Planck, Jérôme Lejeune, Albert Einstein, Ben Carson

 

III. O sentido moral do progresso: a ciência (técnica) a serviço da dignidade humana

1. Consequência ética do mecanicismo materialista: negação do livre-arbítrio e da racionalidade moral (sec. XVII)

                        1.1. Determinismo, materialismo: economicismo, behaviorismo

Dostoiévsky (Irmãos Karamazóv): “Se Deus não existe, então tudo é permitido”

                        1.2. Existencialismo, Libertarianismo e Relativismo

1.3. Bioética, utilitarismo e eugenia (aborto e pesquisa em cobaias humanas)

                        1.4. Hedonismo, reificação das pessoas (Cultura da morte)

            2. Maior contribuição ética da religião cristã: dignidade da pessoa humana

                        2.1. Alma racional (e imortal) e liberdade

                        2.2. Fraternidade e comunhão

2.3. Sacralidade da vida vs. qualidade de vida

 

Bibliografia

HISTÓRIA

            AQUINO, Felipe. Uma história que não é contada. Cap. XI. Como a Igreja desenvolveu a ciência e a tecnologia na Idade Média. Cap. XII. Grandes cientistas da Igreja. Cap. XIII. Os cientistas da Igreja após a Idade Média. 9ª ed. São Paulo: Cléofas, 2012.

DAWSON, Christopher. Progresso e religião. Uma investigação histórica. Cap. VIII. A secularização da cultura ocidental e a ascensão da religião do progresso. Cap. A idade da ciência e da industrialização: o declínio da religião do progresso. São Paulo: É Realizações, 2012.

JOHNSON, Paul. Tempos modernos. O mundo dos anos 20 aos 80. Rio de Janeiro. Cap. 1. Um mundo relativista. Biblioteca do Exército Editora – Instituto Liberal, 1994. 

MOCZAR, Diane. Sete mentiras sobre a Igreja Católica. Cap. 2. Igreja Católica: inimiga do progresso. Cap. 5. A ciência no tribunal: a Igreja Católica versus Galileu. 3ª ed. Rio de Janeiro: Castela, 2014.

            LE PICHON, Xavier. Ciência e cristianismo. In: RÉMOND, René (org.). As grandes descobertas do cristianismo. São Paulo: Loyola, 2005.

            WOODS JR., Thomas. Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental. Cap. V. A Igreja e a Ciência. 4ª ed. São Paulo: Quadrante, 2011. (Documentário disponível no YouTube)  

 

FILOSOFIA

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            FELINTO, Erick. A religião das máquinas. Ensaios sobre o imaginário da cibercultura. Porto Alegre: Sulina, 2005.

LUBAC, Henri de. O drama do humanism ateu. São Paulo: Nebli, 2016.

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HUSSERL, Edmund. A crise das ciências europeias e a fenomenologia transcendental. Uma introdução à filosofia fenomenológica. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012. 

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CIÊNCIA

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______. Ciência e milagres. São Paulo: Quadrante, 1994.

______. Galileu. São Paulo: Quadrante, 1995.

            HARRISON, Peter. The Cambridge companion to Science and religion. Cambridge: Cambridge Press.

            _____. ‘Ideia de que ciência e religião sejam inimigas não resiste a análise histórica’ Caderno Ilustríssima. Jornal Folha de São Paulo de 13/09/2017. Disponível no sítio: http://m.folha.uol.com.br/ilustrissima/2017/09/1917894-a-religiao-nao-vai-desaparecer-e-a-ciencia-nao-vai-acabar-com-ela.shtml. Acesso em 4/10/2014.

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TEOLOGIA

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ÉTICA

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GIRARD, René. Eu via Satanás cair como um relâmpago. São Paulo: Paz e Terra, 2012.

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WIKER, Benjamin. Moral darwinism. How we became hedonists. Illinois: IVP Academic, 2002.

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