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PALESTRAS

DIALÉTICO

PALESTRA

Platão e a Democracia

Cafe filosófico sobre a dimensão ética da política democrática, articulando a anomia moral com a anarquia política.

 

 

Evento: Café Filosófico do Curso de Direito da FACI-DEVRY

Data e horário: 11.maio, às 17h

Professor: Victor Sales Pinheiro

Palestra: Palestra Platão e a Democracia

 

I. Desafio de Platão: relativismo dos sofistas (retórica democrática)

1.1. Pano de fundo da “República”, Prólogo: Motivação “existencial” e “intelectual” da Filosofia de Platão: condenação “democrática” de Sócrates

1.2. Porto do Pireu: oposição democrática à Tirania dos Trinta (Governo aliado a Esparta)

            1.3. O relativismo sofístico de Trasímaco: “justiça é a vantagem do mais forte”

1.4. 1.5. Alegoria da Caverna: educação filosófica (libertadora, emancipatória, crítica) vs. retórica (ideologia) política

1.6. Alegoria do Navio

 

II. Argumento ético-político (Livro IV)

            2.1. Forma da alma e da cidade: para entender a alma democrática

            2.2. Psicologia tripartida: Desejo de verdade (perfeição), desejo de poder, desejo de vida

            2.3. As virtudes cardeais: temperança, fortaleza, sabedoria e justiça

 

III. Origem e Crise da Democracia e da Tirania (Livro VIII-IX)

1. Articulação do filósofo, como fautor da justiça, numa aristocracia termina com a ironia da expulsão de todos os maiores de 10 anos – refundar a sociedade do zero

“absurdo” da cidade perfeita (utopia) – crítica do extremismo político, da revolução total que não é acompanhada da reforma moral dos costumes pela educação  

2. Reflexão mais concreta sobre os regimes degenerados

3. Democracia: poder do povo, fundado na força da maioria

                        Não da excelência (aristocracia)

                        Não da honra (timocracia)

                        Não do dinheiro (oligarquia)

4. Liberdade e igualdade

5. Privacidade e “pluralismo”

6. Não há concepção sólida e pública de “boa vida”

7. Anomia moral: ausência de regra

   Anarquia política: ausência de normatividade

    Deformação (degeneração): ausência de forma

8. Indiferenciação mimética: igualdade cega às diferenças e hierarquias reais e sociais  - insubmissão

9. Cultura “jovem”, hostil a todo tipo de autoridade (Revolução juvenil de 1960 – é proibido proibir)

            10. O demagogo mobiliza essa massa, embriagada de liberdade

            11. Surge o TIRANO, pai dos pobres, as vítimas de algum “bode expiatório”, culpa os ricos, ou os estrangeiros, promove a guerra, expurgo: elimina os filósofos que possam lhe fazer oposição

                       

IV. Conclusão

            1. Relação ambígua da Filosofia

                        1. Impotente (insignificante) – Demagogia relativista

                                   Poder político neutraliza o poder intelectual

                        2. Superpotente – Tirania

                                   Poder intelectual neutraliza o poder político

            2. Filosofia pressupõe a liberdade de pensamento e crítica da democracia. Filosofia não pode acabar com a Filosofia

3. Política sem Educação Moral, dimensão Cultural

 

V. Referências bibliográficas: Tocqueville, Nietzsche, Leo Strauss, Eric Voegelin, Hannah Arendt, Allan Bloom, Werner Jaeger, Luciano Canfora.

 

 

 

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